19 de ago de 2009

Diário de Bordo: Sindicatto Banda de Fora

Iniciamos nossa aventura às oito da noite de sexta-feira, num Palio 1.0, com cinco pessoas, mochilas, sacolas, duas guitarras, um contrabaixo, pratos e caixinha de bateria dispostos a rodar 1.100 km até a manhã seguinte. Parecia no mínimo desafiador, mas o que não se faz pelo rock’n roll?!
A viagem foi tranqüila durante todo tempo, regada a sons ecléticos (de Franz Ferdinand e Artic Monkeys a Helloween e Inflames) e a muita Coca-Cola, para tentar saciar a insaciável sede deste líquido tão precioso na vida do senhor Rafael Frajola. Para a sorte de todos nós nenhum problema mecânico ocorreu em nosso carro, e para sorte especial do senhor P.O. Velloso nenhum pneu furou, pois ele era o responsável pelo “almoxarifado”, e o porta-malas estava abarrotado de coisas, que teriam que ser tiradas e colocadas para manuseio do estepe.
Por fim, depois de 13 horas estávamos na Hell City, num posto de combustível esperando por apoio de alguém do coletivo Sindicatto.

A Recepção

Alguns minutos após chegarmos (tempo suficiente para tomarmos nossa 28ª Coca-Cola) quem aparece para nos buscar é o Dézão, que nos guia até o SQUAT do Sindicatto, localizado em uma sala no Clube Feminino, no centro de Cuiabá. De cara achei muito interessante o lugar, provido de computador com internet, ar condicionado, geladeira e, claro, muita aparelhagem de som. Começamos ali, a ter os primeiros contatos com a galera, que de cara se mostrou bem bacana.
Logo em seguida fomos almoçar num restaurante de comida muito boa e que recebeu nossas despesas com Cubo Card, uma moeda criada pelo espaço Cubo e que tem boa aceitação por lá. Uma ótima sacada.
A pausa para um cochilo se fazia necessária, e no conforto do squat recuperamos nossas energias para o evento se realizaria mais a noite.

O Evento

O Sindicatto Banda de Fora seria realizado no próprio Clube Feminino, que teve uma parte do seu salão principal fechado para dar o clima “inferninho” (apesar do local climatizado) ao melhor estilo Hardcore.
Tudo pronto para o evento, o equipamento (de qualidade) montado, iluminação pronta, técnico de som a postos, cervejas geladas, público presente, pipoca estourada (achei o máximo), e a primeira banda no palco.
O Power Trio Snorks foi a primeira atração, com um punk rock muito bem feito e a banda muito entrosada iniciaram bem o evento, dando uma prévia do nível que teríamos na noite. Apesar de ter gostado da banda, o que mais me impressionou foi o batera, com uma pegada fortíssima e muita velocidade ele roubou a atenção dos presentes.
Em seguida tivemos a Veniversum, com um som um pouco mais trabalhado, com boas linhas de guitarras e com uma ótima presença de palco que agitaram a todos. Não sei exatamente o motivo, mas as vozes não me agradaram muito, talvez por não ter conseguido entender direito o que era pronunciado. O ponto alto foi a surpresa e a satisfação que tive ao descobrir que o batera deles era ainda mais “cavalo” que o anterior, fantástico. Vale lembrar que a Veniversum estará em Ji-Paraná para a segunda edição do Eu Quero é Rock! Vale muito a pena conferir.
A próxima seria a convidada da noite, Tatudikixuti, que estava um pouco atrapalhada pela forte gripe (de nenhum bicho), que atingiu seu vocalista Rafael Frajola, que estava a algum tempo a base de medicamentos. Os meninos começaram e senti o público curioso, observando com cautela o som da banda, porém não foi necessário muito tempo para o carisma do Frajola (que no final das contas segurou muito bem com gripe e tudo), junto com o ótimo som proporcionado (destaque para as linhas de contrabaixo), fizesse com que o público se sentisse mais a vontade com o som. Ji-Paraná pode ter certeza que foi muito bem representada por lá.
Esperei ansiosamente pela apresentação da Rhox, banda esta que já tinha ouvido falar muito bem e que dizem ser uma das mais carismáticas do local. Não demorou nada para eu saber que as informações procediam. Liderada pelo vocalista Dézão, a banda fez um som imponente e pesado, transformando o local, agora sim, em um verdadeiro “inferninho”, teve até participação do Fabinho, que cantou junto uma das músicas. A parte instrumental da banda foi impecável, com destaque para um guitarrista, autor de riffs e solos que nos faziam lembrar (guardadas as devidas proporções) de Zakk Wylde.
Infelizmente não pude acompanhar a última banda, Self Help, pois estava ocupado com meus afazeres de “aspone” da Tatu, porém quem conferiu não se decepcionou, e espero ter a oportunidade de vê-los em ação em breve.

Considerações

Fica, no final das contas, a certeza que a viagem foi muito produtiva, aprendemos muito sobre organização de eventos com a galera do Sindicatto e a troca de experiências sempre é muito bem vinda no mundo na música independente.
O destaque foi pela recepção que recebemos em Cuiabá, fantástica, fomos muitíssimo bem tratados, espero que tenhamos a capacidade de retribuir a altura às visitas que receberemos aqui de bandas cuiabanas. Vale um agradecimento especial a toda galera, Fabinho, Dézão, Ricardo Cabroni, Enzo, Bidú, Spider, Monkey, Dezinho, João Rafael, Thalita (minha irmã queria, que sempre briga comigo, mas sempre está ali para ajudar) e a todos que eu não consegui guardar o nome.

Uelton Amorim
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Acompanhe como foi o Sindicatto Banda de Fora, na cobertura da Web tv Hell City

9 comentários:

samira disse...

Que gracinhaaaa, Ueltim escreveu mó bem! Ótimo texto Ueltim, prossegue na carreira uahehaeeu

Cubo Pesquisa disse...

po
bacana demais!

valeu galera!

rafael disse...

POrrraa...

aquelas aulinhas no curso de comunnicaçao surtiram efeito neh...

fico massa.. UELTIM...

Thalita Araújo disse...

Que massa irmão! vc escreve muito bem, acho que ter uma irmã jornalista te contaminou! hahahahah Escreva mais para o blog! E foi muito bom ter vcs aqui em Cuiabá! Sucessoooo! (irmão, eu jamais brigo com vc! rs)

Uelton Amorim disse...

Obrigado senhores, acho que vou seguir na carreira... ou pelo menos escrever mais vezes para o Blog, hehe

Fabinho Evil disse...

Opa ja ta la sindicatto.blogspot e tb pulbicamos o link deste blo em nossos links na barra lateral!!

grande abs e enquanto houver um moleque com raiva de tudo, odio do mundo e dos babacas do 2°grau, sempre havera Ramones e Black Sabbath para deixar tudo como esta! Rock VIVE! Rock SALVA! Sou prova viva disso!

KILL'emo'ALL!

Fabinho - VENIAL

Anônimo disse...

que lixo

samira disse...

Kill emo all auehuaeheuh massa!

Didier disse...

aew gurizada
valew pelo show aqui,foi muito foda
abraços

Didier RHOX
www.myspace.com/rhoxcba