27 de fev de 2009

GRITO ROCK JP 2009

Vitrolas Polifônicas: A surpresa da noite.

É chover no molhado dizer que um festival de rock no final de semana de carnaval é no mínimo inusitado.

E chuva foi algo que também não faltou durante toda a programação, e nem isso afastou o público ji-paranaense da terceira edição do Grito Rock, realizada no teatro municipal Dominguinhos.

A escolha do lugar demonstrou-se acertada com espaço suficiente para todas as demonstrações por parte do público, desde o Hard Core mais exaltado aos casaizinhos apaixonados nas cadeiras –inteligentemente- deixadas ao fundo do teatro.

Quanto ao lugar, não houve problemas. Porém, fumantes em um ambiente climatizado causaram desconforto em quem não tinha nada com isso. Culpa maior dos mal-educados de plantão, mas a organização deveria ter tomado uma atitude. Avisos durante os intervalos seriam uma saída.

Mas deixando de xurumelas e indo direto ao ponto: das três edições realizadas na cidade, essa foi de longe a mais organizada e estruturada. As condições oferecidas pelo teatro municipal foram as melhores possíveis dentro da idéia “Grito Rock”. Sem falar na iniciativa de se cobrar a entrada com um livro que será doado para uma escola da cidade.
Das sete bandas do cronograma, seis se apresentaram, sendo que a banda New Change de Porto Velho não compareceu, e segundo os organizadores do evento, sequer deram sinal de vida até o início do show. Erro crasso que demonstrou descompromisso da banda, deixando o público a ver navios e fechando as portas da molecada para futuras apresentações na cidade.

A banda Hope, de Ouro Preto d’Oeste, abriu a noite com um som acelerado do Hard Core. Fortes influências punk e a proposital falta de necessidade de arranjos complicados e técnica demasiada foram os pontos positivos dessa promissora banda do interior.

Em seguida subiu no palco Eclipse Final que de cara chamou o público metaleiro para bater cabeça na frente do palco... Mas ficou só nisso.

Por várias vezes o excesso de guturais e a falta de movimento soaram repetitivos. Talvez pela falta de entrosamento da banda com o novo vocalista. Enfim, a rapaziada tem crédito. Os músicos já mandaram bem em outras boas apresentações na cidade, no Machado Rock Festival, por exemplo.

Pausa pra trocar idéia com alguns conhecidos e vem a confirmação do que eu já imaginava: o ápice da noite começaria agora.
Aoxin: Presença de Palco Forte.

E pra continuar, sobe no palco Aoxin, de Cuiabá. O som dos caras é forte, puxa o público pela presença de palco... E justamente o diferencial do grupo, foi o que me incomodou. Gente demais tocando junto, nunca foi problema, desde que não falte uma identificação, influência, estilo ou isso tudo junto.

Era muita gente boa no palco, sem dúvida. Mas só isso... Senti que faltou a boa e velha atitude rock’n roll.

Não dá pra negar que os vocalistas são do caralho e que os bons músicos seguravam a onda muito bem.

Que me desculpem os caras, por sinal, muito gente boa, mas não identifiquei nada no que tocavam, também não me empolgou a ponto de correr atrás de saber o que era.

Por vezes me soou muito parecido com Glassjaws da vida. E ficou só nisso. A falta de identidade deixou a banda na mesmice.

Urbanóid’s veio em seguida pra quebrar o excesso de metal do festival com uma levada reggae-rap-rock (ham?). Com certeza a idéia é confusa, mas com força de vontade e composições próprias - falem o que for - a banda vem se firmando como a única no estilo (único) em Ji-Paraná.

É inegável que o grupo vem crescendo e fazendo seu nome no mar de metal e hard core em que Ji-Paraná se tornou.
Neófytos: Arrebatando corações
Digo isso sem o menor pré-conceito, até porque - na minha modesta opinião, Neófytos, a próxima e melhor banda da noite, foi justamente o metal mais pesado e mais bem tocado que Ji-Paraná pode oferecer.

Não tô descobrindo a roda muito menos sendo o primeiro a notar que o som tirado pelo power-trio da casa, continua sendo um dos melhores do interior do estado.

A potência do quarteto aliada com as boas letras levou a platéia ao delírio.

Eu, um bom e pacato adepto do indie-rock, tiro o chapéu pra qualidade e atitude do grupo. Bom saber que há rockeiros tão competentes na cidade.

Fechando a noite, outra banda Cuiabana (Vitrolas Polifônicas) foi a responsável pela surpresa do festival.

Narrando, talvez explique melhor: teatro já não tão cheio, a grande maioria cabeluda e vestida de preto já tinha assistido e saído após a esperada Neófytos.

Quando sobe no palco Vitrolas Polifônicas. Com uma menina de 16 anos no vocal, acompanhada de uma entrosada banda, ousando com um blues no meio do “mar metálico”, de quebra ainda coloca o público dissidente para dentro do teatro outra vez.

Banda desconhecida conquistar a platéia da forma como a excelente Vitrolas Polifônicas conseguiu, é a maior das provas de competência que uma banda pode dar.

Apenas músicas próprias e a curiosa mistura de estilos com o blues, foram seus trunfos.

O bom baterista, as ótimas dobradinhas entre vocais e o belíssimo timbre da vocalista Maisa, foram um ótimo final para a terceira edição do Grito Rock em Ji-Paraná.

Evento que tem tudo pra se tornar parte do calendário cultural da cidade. Bastando apenas força de vontade das bandas e (porque não?) do poder público, que agora já é obrigado a admitir a existência de uma demanda rockeira na cidade.

Problemas estruturais, de educação e de organização existiram, porém, o resultado final foi dos melhores.

Mais um festival de rock que dá certo numa cidade que sofre pela adoração às preferências clichês.

Torço pelo sucesso dos próximos e finalmente dou meus parabéns aos organizadores, participantes e público pela ousadia e pioneirismo na criação de um público fiel ao bom e velho rock’n roll no interior do nosso estado.

Paulo Demétrius – estudante de jornalismo na UFMS (Universidade Federal do Mato grosso do Sul)

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Djow no Carnaval!

Cacoal não teve Grito Rock, mas teve Rock no carnaval!

Com tão pouco tempo tocando juntos (menos de quatro meses) os meninos da banda Djow de Cacoal fizeram seu primeiro show a um grande publico. Com a Avenida principal de Cacoal totalmente lotada a Djow tocou suas musicas e alguns covers para mais de 12 mil pessoas.
O evento/show fez parte da programação do carnaval de rua do município realizado pela fundação cultural de Cacoal. A Djow subiu no palco por volta das 23 horas do sábado abrindo o show da banda de axé local GM 2000.
Segundo a organização do evento a noite do Sábado foi o dia de maior publico de todo o evento. “Choveu muito na sexta-feira, no dia seguinte o povo resolveu sair de casa. Fazia muito tempo que o Carnaval de Cacoal não dava tanta gente.”- Frisou Gelson proprietário da empresa de Sonorização responsável pelo evento. “Foi uma puta responsa subir naquele palco mais demos conta do recado! (risos). Apesar dos contratempos” concluiu Fernando Monteiro vocalista da Djow.
O vocalista fez citação em relação a um episodio ocorrido nesse show de algumas pessoas que ficaram gritando para a banda palavrões durante a apresentação da Djow pelo fato de estar tocando Rock no carnaval evento culturalmente imposto o estilo musical Axé. “Tentamos não nos importa com esse pessoal. Os mesmos que estavam xingando a banda, eram os mesmos que me fizeram solicitar a policia militar no microfone por estarem brigando para ter uma idéia. É gente que já sai de casa não para curtir uma festa e sim para chamar a atenção e causar tumulto.”-concluiu o vocalista.


DJOW: http://www.bandadjow.palcomp3.com.br/

ORKUT: http://www.orkut.com.br/main#community.aspx?rl=cpn&cmm=79150829

Fernando Meloni – Interior Alternativo Cacoal

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RAPIDINHAS:

ENTERRO DOS OSSOS

Quase tudo certo pra enterro dos ossos em Jipa, na verdade exumação dos ossos, já que o mesmo deve acontecer no dia 07 de março na ON LINE, com as bandas URBANÓID´S (que se apresentou no GR Porto Velho no dia 22) e DI MARCO (que se apresentou no GR Cuiabá no dia 21), na próxima semana tudo em detalhes.

URBANÓID´S: http://www.youtube.com/watch?v=jkHwccWlzeY

DI MARCO no GR Cuiabá: http://www.youtube.com/watch?v=3R6Kpa2nEk8
Di Marco no Grito Rock Cuiabá
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TRIBUTO AS MULHERES

Sim, no dia 28 de Março as mulheres terão uma singela homenagem na ON LINE (nosso já conhecido point rocker da cidade), com vários convidados, e o encerramento da noite com a banda Di Marco, a entrada será R$ 5,00, com inícios às 22:30, vale a pena ir conferir essa homenagem as mulheres do rock.

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APERITIVO:

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